terça-feira, 3 de março de 2009


Um dia desses eu tava lendo um blog de um rapaz tão ou mais cinéfilo que eu, e achei um post muito engraçado sobre o reencontro dele com uma colega de colégio que ele não via desde a infância. O reencontro foi ao acaso, e ele só comentou sobre isso pq lembrou q essa moça costumava escrever estorinhas qndo era criança. Sobre o futuro, o fim do mundo, etc.

O fato de eu ter gostado desse post dele remete ao meu passado. Eu era um pequeno escritor tbm, rs! Lembro q escrevi minha primeira pequena obra (hahaha) aos 9 anos. Era algo sobre extra-terrestres, e me valeu um 10 em redação. Sim, um 10! E provavelmente era super mal escrita, mas eu não tenho mais o caderno onde fiz isso, então eu nem posso reler. Pena!

Aos 12 ou 13 anos eu já era fã do filme 'Pânico' de Wes Craven, então mudei minha preferência de ficção científica para terror. Foi quando escrevi a triologia (sim, triologia!) 'A Facada', cujo título foi em homenagem ao filme que alguns personagens de 'Pânico 2' vêem no cinema logo no início do filme.

Os personagens sempre eram meus colegas de classe, e todos sempre morriam, com a exceção de Natalia, Marcela e eu... o que deixava Carol puta da vida! Para ela, uma das minhas melhores amigas até hoje, eu sempre reservava a morte mais cômica do conto. Ou ela morria ficando presa nos vidros de uma janela parcialmente quebrada, ou era comida por um jacaré, ou se afogava no próprio vômito depois de presenciar a morte do namorado (!).

Toda vez que eu vasculho pelas minhas tranqueiras, eu acabo achando uma ou outra. Minha bibliografia ainda inclui 'A Casa Mal-Assombrada', 'O amor de Sofia' (esse de romance, ui), dentre outros que não lembro os títulos. Quem sabe quando eu morrer não acham essas porcarias no meu lixeiro particular (lê-se 'meu quarto') e transformam num livro chamado 'Contos de Miguel Monteiro' ou algo do tipo, né? rs.

E que eu não morra afogado no meu próprio vômito!

segunda-feira, 2 de março de 2009


Eu sempre odiei pombos. Isso não é segredo para grande parte dos meus amigos. Eu até costumava brincar que nunca vi um filhote de pombos, então eles provavelmente devem morar todos no Acre (não me perguntem o motivo, rs) como um plano para dominar o mundo ou coisa do tipo. Ok, é besteira, claro. Não passavam de piadas idiotas. Mas a questão é que desde criança eu nunca gostei mesmo de pombos. Para mim são aves feias, que transmitem diversos tipos de doenças, além de muito confusas. Ora são independentes demais para serem criados em cativeiros, ora são independentes 'de menos' para não conseguirem viver sem ser em bando.

Mas ahn?!

Bom, o motivo de eu ter explicado o meu ódio as pobres e incompreendidas (por mim) aves é que ontem minha mãe salvou a vida de um pombo. Sim, ela ousou fazer isso, rs! Claro q eu não briguei com ela depois pq ela também não deveria ter deixado o pobre pombo morrer nas garras do malvado gato da vizinha, mas isso não quer dizer que ela pode sair e me deixar cuidando daquela coisa feia e fedida.

Coloquei ele na primeira caixa de papelão funda q eu encontrei, com um pouco de milho de pipoca (o único que achei em casa), e fiquei olhando ele. Ele parecia examinar mais a mim do q eu a ele. Ele tinha aqueles olhinhos atentos e cheios de medo, e em determinado momento eu realmente senti pena do coitado. Ele não demonstrava estar machucado, mas era óbvio que estava. Depois de um bate-papo muito cabeça que tivemos (falamos sobre a situação econômica americana e sobre as Girls Aloud, a favorita dele é a Nicola), eu dei um nome a ele: Nicolo.

Eu não podia deixar ele sozinho pq tinha medo q o gato entrasse na varanda e pegasse ele de novo, então levei 'A menina que roubava livros' e fiquei lendo em voz alta, perto dele. O miserável parecia mesmo atento a leitura, e ele ficou horrorizado com a situação da Alemanha nazista, rs. Incrível, o pombo parecia ter as mesmas reações que eu tinha! No fim das contas eu até quis ficar com ele, mas eu respeitei sua condição independente e o libertei assim que percebi que já estava forte para voar novamente.

Foi uma tarde agradável com Nicolo (suspiro). Nunca vou me esquecer dele... rs.

- 2 fatos importantes -
1. A história é real, menos a parte da conversa.
2. Eu ainda odeio pombos.
 

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